Copo de uísque

Um Cara Que Não Presta

Segue a descrição plagiada de um site: "O Cara Que Não Presta ao qual me refiro é aquele desgraçado que é inteligente, engraçado, divertido, culto, acha futebol um saco e nunca fala sobre carros. De preferência, ele nem sabe dirigir."




É claro que as coisas mudam, como é claro que devem mudar

É claro que as coisas são, pois assim que devem ser

É claro que devia, um escritor postar os textos aqui

Pois é claro que um livro precisa ser lido novamente

Pela primeira vez

E ao ver meus olhos por aqui me peguei a pensar

Como deveriam estar claras as frases em minha mente

Como deveria eu, estar claro em minhas frases

Mas como poeta que não sou não sei ser

E a completa mudança me embriaga

Pois as coisas são, como é claro que devem mudar

E as coisas mudam, como é claro que devem ser

Novamente e pela primeira vez...
Tinhamos 15 anos, alguns já com 16. Estudávamos num colégio estadual, e a maioria era classe média baixa ou pobre. Nessa época tinhamos projetos e um deles rendeu uma rifa. Essa rifa, passamos de casa em casa vendendo. A cidade era pequena, formamos pequenos grupos de três. A vontade de dar certo o projeto era imensa. Todos dariam suas almas por aquilo, éramos jovens. Aí mora o perigo, sempre há alguém querendo se aproveitar de quem quer se doar.

- Bom dia...
- O que vocês querem? - o velho homem, de camisa aberta e colares grossos de ouro veio ao nosso encontro.
- Sr, somos do Colégio Inocência X e estamos vendendo uma rifa para ajudar com nosso projeto. Com ela concorre a...
- E o que eu ganho com isso? - interpelou o senhor, mostrando o dentre canino dourado.
- Como estava dizendo - emendou a guria - você concorre a um DVD e uma...
- Calma menininha. Estou perguntando: quantos votos eu ganho com isso? - disse o velho já tirando um monte de santinhos e jogando em nossas mãos.
- Se depender de mim, nenhum! - eu disse recusando o santinho.
Todos me olharam e eu só fitava aquele velho safado e sentia minha bilis subir pela garganta. Não entendia porque tinha dito aquilo, mas não me arrependia.
- Veja bem - disse ele - como podem ver eu não sou qualquer um. Meu pai já fez muito por essa cidade, tanto que o nome dele é o mesmo desta rua. Estou vendo que vocês têm idade e já votam. Então, eu proponho que cada voto que vocês me garantirem eu compro uma rifa.
O sangue fervia mas eu me fiz calmo, e deixei que as decisões ficassem por meus amigos, mas era claro que aquilo estava errado. A guria, tomou a frente e perguntou:
- Mas as eleições são depois. Como podemos garantir agora?
- Vocês me dão algum documento, e eu dou o dinheiro das rifas. Se eu ganhar, devolvo os documentos de vocês.
Meus dois amigos se entreolharam, a menina me perguntou o que deviamos fazer. Eu, peguei alguns santinhos da mão do homem, as rifas, e enfiei tudo(exceto um santinho) no bolso. Olhei então ao santinho.
- Nós vamos embora. E espero, sinceramente, que o senhor perca a eleição.
No final, ele perdeu...

Estamos em ano de eleições. Vereadores e prefeitos serão escolhidos, pessoas que vivem ao nosso lado. Esse FDP senhor morava a menos de 10 quadras do Colégio. E vários, por estar ao seu lado, pensam que podem comprar ou manipular seu voto. Prestem atenção. Votem em quem quiser, mas sem se corromper....
Tenho lido bastante livros de fantasia e rpg. Então vou tentar escrever algo do tipo. Caso queira dar um olhada passa lá e deixa um comentário

Druid Falls
Ele entrou, devagar como sempre. Olhou ao redor, nenhum barulho. "Ah, como é bom quando a casa está vazia!" Foi até a sala, sentou no sofá, ergueu as pernas, puxou a perna esquerda e jogou longe o sapato, puxou a direita, devagar o sapato caiu enquanto era visado o controle remoto. Ligou a tv, rancou as meias dos pés. Rafael achou estranho ninguém estar em casa, sua mãe, pai, irmã. Nem a namorada que sempre o aguardava estava lá. De qualquer forma, preferiu assim. Mesmo porque, quando havia alguém em casa, as luzes ficavam acesas. Naquele dia, tudo apagado. Foi até a cozinha, ouviu um barulho estranho e "cala boca rex!!". Abriu a geladeira, e contemplou o antro de perdição. Primeiramente pegou o leite, podia até ouvir "não é pra beber na caixinha, seu porco", um sorriso se abriu e deu aquela golada na caixinha. Ergueu a mesma e disse: "essa é pra você mãe!". Mas ele nem queria o leite. Queria sim aquele chocolate de sua irmã "o chocolate é só meu". Lascou uma dentada de dar inveja a qualquer pitbull. Dava risada sozinho, quando um gás veio de dentro. "Que hábito horrível esse de arrotar Rafael", ele arrotou, ou melhor, declarou seu amor à Natália. Foi o "eu te amo" mais grotesco já pronunciado. Não satisfeito soltou um peido alto. Ele parou de repente, ou ele enlouquecera ou sua bunda tinha dado risadas ao peidar. Coisa mais estranha. Peidou de novo. Novamente risadas. Mas as risadas não saiam da bunda dele. Foi até o interruptor e acendeu as luzes: - Surpresa!!!! Todos familiares e amigos na cozinha, dando risadas e batendo palmas. A festa surpresa explicada pela faixa que cobria-lhe a cabeça: "Feliz Aniversário". Ele não falou nada.
Tempo atrás fechei meus olhos
Não por temer o que viria
Não por tirar creditos
Fechei pois os queria fechados
Fechados para pequenas coisas
Fechei pois tua mão estava atada à minha
Teu caminho é seguro pra mim
Não preciso andar
Pois posso voar
Impulsionado por tuas asas
Que agora também são minhas
Posso até sentir o gosto das nuvens
Sentir sua texturas e tua cor
Pois o céu é claro
Com gosto de nachos e churros
Leve como uma pluma
Macio como teu beijo
O céu é teu beijo
Mãos que tocam alma
E a tua está atada a minha
Sinto-me em paz

Conforme combinado ela foi
Ele encontrara seu sonho
Ela queria ver a beleza da casa
Ele via as crianças correndo ao jardim
Entulhos e paredes pixadas
Ela viu a realidade crua
Horas de limpeza
Horas de limpeza e incerteza
-Aqui farei um lindo jardim
Ali nem mato cresceria
Ele via as cores
Ela via cinza
Ele gastara todas suas economias
Ela pensava em rasgar certo contrato

-Eu te amo
Segurando as mãos dela ele disse
De costas para casa ela estava
E ela viu, ah, ela viu.
No reflexo daqueles olhos cor de mel
Brilhando uma casa branca
Com reluzente jardim
Orquídeas amarelas
Ela sempre se comovia com flores amarelas
Via crianças correndo no jardim
Seus filhos ainda não nascidos
Uma rede para descansar
Uma casa para descansar

-Eu também te amo
Virou-se
Novamente a realidade crua
Mas havia mãos em seus ombros
Havia abraço ao seu corpo
Um calor
Bastava um bom tempero
O tempero daqueles olhos
A realidade estaria pronta

"Cagar é bom demais"

Muitos concordam com a frase acima. Eu, realmente, nunca achei nada demais no ato de cagar. E também nada contra falar "CAGAR". Não acho deselegante nem à mesa. Eu cago, tú cagas, ele caga. Somos todos cagões por natureza. Tua mãe cagas, teu patrão cagas, o cachorro do vizinho, e a pombinha, tadinha.
Outra coisa incomum, ao meu ver, é o fato de não cagar fora de casa. Tem gente que se desespera, fica três, quatro dias, segurando bosta. Ou então só cagam em silêncio. Ou somente em vaso branco(sim, eu já ouvi alguém falando que só cagava em vaso branco, outra cor, nem pensar).
Como toda ação gera uma reação, encontrei o fato que me fez diferente. Quando ainda com poucos meses de idade, tive um entrave no reto: não cagava nem com reza. Ou melhor, depois de uma semana, caguei por reza! Minha mãe me levou até uma benzedeira, a dona fez suas rezas e lá mesmo eu sai borrado.
Desde então sou um "Cagador Profissional", com tempo garantido para qualquer competição. Não entendeu? Chega a hora, normalmente o mesmo horário todo dia, vou até o banheiro, sento, cago, me limpo, e saio. Na verdade, levo mais tempo limpando-me que cagando.
Uma vez me perguntaram se eu lia no banheiro. Eu respondi que não, nunca consegui. Insistente o interlocutor disse que era a melhor coisa durante o ato de cagar. Fazendo-me entender disse: "Se eu levo um jornal para o vaso, não consigo nem ler a manchete, a 1ª..."
Quanto a cagar estando fora de casa, também não vejo problemas. Como diz minha namorada, parece que eu sento, abro a portinhola, a bosta cai, fecha a portinhola e eu saio do banheiro...
Acho que tenho que agradecer àquela benzedeira pelo bom trabalho.
Mas quer saber...vá cagar!!!